| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Coraciiformes |
| Família: | Alcedinidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | C. americana |
Ave da família Alcedinidae, o martim-pescador-pequeno é o representante mais comum no Brasil. É conhecido também pelos nomes de ariramba-pequeno, martim-cachaça e martim-pescador. Vive ao longo de rios, lagos e orla marítima, mangues, embocaduras de rios, em florestas ou áreas abertas, onde haja árvore para o pouso.
Nome científico: Grego khloros verde; ceryle (kerulos): ave mitológica citada em obras de Aristóteles e outros autores da antiguidade; americana que vive ou habita o continente americano: Ceryle verde do continente americano.
Mede 19 centímetros. Partes superiores em verde bem escuro, contrastando com uma faixa branca saliente e sedosa que liga a base do bico à nuca, onde é atravessada pelo penacho nucal; asas atravessadas por 3 linhas transversais de manchas brancas; bases das retrizes externas brancas. O macho tem as partes inferiores brancas com o peito castanho e a fêmea tem peito amarelado ou branco manchado de verde.
Diferenças no peito entre o martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) e o martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona)
| . Chloroceryle americana macho . | . Chloroceryle amazona macho . |
|---|---|
| . Chloroceryle americana fêmea . | . Chloroceryle amazona fêmea . |
O que é leucismo?
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo : os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.
O oposto do leucismo é o melanismo.
Para alimentar-se, pousa na vegetação à beira d'água (entre 1 e 3 metros de altura), de onde observa suas presas antes de mergulhar. Às vezes paira no ar antes de mergulhar. Come peixes de 3 a 5,5 centímetros e crustáceos, sendo uma espécie de hábitos alimentares mais generalista.
O casal constrói o ninho geralmente num barranco de rio, acima do nível da água. Escava um túnel com cerca de 80 cm, podendo ou não camuflar a entrada do mesmo. Põe geralmente 3 a 5 ovos brancos, que medem em torno de 24 por 19 milímetros, no fundo do túnel. A incubação noturna cabe à fêmea, mas durante o dia ela se reveza com o macho. Como é regra na família, o período de incubação é de 19 a 21 dias e os pais cuidam dos filhotes.
É a espécie mais comum no Brasil. Habita os lagos com rica vegetação aquática, beira de rios pequenos e grandes, manguezais; adapta-se até em pequenas coleções d’água tomada por vegetação palustre, como aguapés e outras plantas aquáticas.
Voz: “ta-ta”; “ti-ti” (advertência); “trr-trr-trr”; canto chilreado e uma sequência descendente, “kli-kli-kli-kli-kli-kli”.
Apresenta 5 subespécies:
Ocorre do Texas e México à Argentina e em todo Brasil.
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